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Tucum

Luiza Lian

Conte quantas pedras que tu joga no Astral

Eu vim, eu vim

te mostrar seu próprio mal

No momento adequado que o destino escolher

Eu vou mostrar

O que tu planta vai colher

Atenção no pensamento muito antes de falar

Você vai ver

Vai colher o que plantar

A Justiça é um Deus que o Tempo vem mostrar

O nome dela

não se usa pra vingar

A Justiça é um Deus que o Tempo vem mostrar

O nome dela

não se usa pra vingar

A Justiça é um Deus que o Tempo vem mostrar

O nome dela

não se usa pra vingar

 

Tem Luz

(úmido V)

Viajar por uma estrada e longe confundir

As casas espalhadas nos morros com estrelas

É perder o céu

(Perder a verticalidade)

 

Tem luz

Mas não é o mistério

Tem luz

Mas não é a fonte

reluz

Mas não é a Luz

 

a cidade verticaliza

A referencia horizontaliza

Horizontal por que um plano chapado na minha frente  

desenha uma paisagem

Bidimensional

 

E não dá perspectiva para mirar o mistério

 

Tem  luz...

 

Um encosto é:

Uma vida sem vivente,

Um movimento sem Fonte

Pregando o tempo,

Tilt, loop, fragmento.

Foi fonte de um sentimento atravessado

Ou amoroso

Mas uma obsessão

Que pega carona num corpo desavisado

Aonde espelha sua fonte criação

 

Tem luz...

 

Oyá

Luiza Lian

No alto da montanha eu vejo um vendaval

Preparo a minha casa para um temporal

Depois dessa tormenta eu vou me encontrar

A minha Mãe me chama para balançar

 

A minha Mãe me chama para balançar

A minha Mãe me chama para balançar

A minha Mãe me chama para balançar

A minha Mãe me chama para balançar

 

Oyá, Rainha do ar

Protege os seus filhos

Os que estão a guerrear

Rainha da Tempestade

No seu clarão

Me mostra a verdade

 

Flash (úmido IV)

Luiza Lian

Rouba minha alma num flash

Não é um flash

Rouba minha alma num botão

Não é um botão

Rouba minha alma no espelho

Não é o espelho

Gesto congelado

Fantasma de si mesmo

Montagem

Viagem que se vive para um registro

reproduz a vida, mas, de uma fonte finita

olha pra coisas como se fossem suas

e olha pras coisas como se fossem suas

olha pra coisas como se fossem suas

e olha pras coisas como se fossem suas

 

Cadeira

Luiza Lian

A cadeira estava sem as pernas sentada no chão, no centro da sala.

As partes formavam uma cruz

a cor era nostálgica

dava sentido pra dança da poeira até grudar na janela.

 

(precisava de circulação)

 

Rastros de um desmanche, mancha dos objetos no chão!

Rastros de um desmanche, mancha dos objetos no chão!

 

No vidro não tinham desenhos, mas tinham digitais

No vidro não eram desenhos, eram digitais

No meu ouvido ela gritava:

 

- Baby, Baby... Eu sei que tudo morre, que tudo acaba, que a morte faz um risco na retina como a faca de Buñuel. E Os olhos se regeneram mas o trauma do corte refaz seu movimento num eco fantasma.

 

Olhe para este ponto,  fure aqui.

Amorteça esse desenho, corte aqui.

- Quero dar um Reload, uma turbinada

Olhe para esse ponto, amorteça meu desejo...

Pra uma cicatrização perfeita e o disfarce completo da cirurgia

 

Mas é plástico, é uma enrascada!

 

O sorriso é prático. A mulher diz “Vai com Deus”, Deus não tá alí.

 

o sorriso era histérico e aquela delicadeza escondia uma violência mortífera que envenenava o vento

 

Eles diziam; vamos nós ao vosso Reino

(numa construção ambiciosa)

Eles diziam: seja feita a vossa vontade

(na frente do espelho)

 

Com o altar queimado

e o olhar em cruz:

Céu/Inferno/Morte/Sul

(olho pra cima, olho pra baixo, olho pro lado, olho pra frente)

Céu/Inferno/Morte/Sul

 

E as doenças tantas que as flechas de Miguel vinham com insights alopáticos

Os colapsos eram pessoais, mas manchavam a paisagem.

 

a paisagem era bela

 

Alguém gritava:

 

“mata-me de desejo”

 

o sexo que era estranho

 

“mata-me de desejo”

 

o menino é real

 

“mata-me de desejo”

 

a faca era decepcionante

 

“mata-me de desejo”

 

o sorriso era histérico

 

“mata-me de desejo”

 

e uma morte graciosa

 

havia um brilho no microscópio do seu olhar.

 

Pó de ouro

Luiza Lian

O que eu tenho pra você é um presente

 

O que eu tenho pra você é um presente

 

Não é dor, não é dor não

 

O que eu tenho pra você é uma semente 

 

O que eu tenho pra você é uma semente

 

Não é cruz, não é cruz não



Caboclas, caboclinhas

 

Das profundezas do mar

 

Caboclos, Caboclas

 

Da raiz do juremá

 

Teu canto caboclo

 

Que me leva a viajar, 

 

Tão dentro em meu corpo

 

Cada nó eu desatar

 

Cada nó eu desatar

 

eu transformo pó em ouro

 

Toda doença curar

 

Eu retorno ao pó de novo

 

Para eu nascer de novo

 

Para então nascer de novo

 

E mais alto caminhar com a estrela guia em meu escopo

 

E mais alto caminhar com a estrela guia em meu futuro

 

E mais alto caminhar com a estrela guia em meu corpo

 

E mais alto caminhar com a estrela guia em meu escudo

 

Manada

Gê Marques

Perguntei ao marinheiro o que ele tem pra me ensinar

Ele me respondeu ‘no balanço do meu barco eu ensino a equilibrar’

 

Perguntei ao meu baiano o que ele tem pra dividir

Ele me respondeu ‘seguindo o meu gingado se aprende a não cair’

 

Perguntei ao Boiadeiro qual a minha direção

‘sempre andando com a manada não se pode olhar o chão’

 

Perguntei ao Boiadeiro qual a minha direção

‘sempre andando com a manada não se pode olhar o chão’

 

É nela que se mora?

Luiza Lian / Moita Carvalho

É essa estrada que ensina?

Nela que se caminha ?

É nela que se mora?

É nela que se mora?

Na beira tem água cristalina?

Será que na estrada tem alguém agora?

Seu fluxo é um rio que me destina

Ou resultado de gente que chora

Por toda galáxia

Longe daqui?

Longe daqui...

É nela que se mora?

É nela que se mora?

Nessa estrada, essa estrada

Será que essa estrada que vai me libertar?



De um canto do universo verso a vida.

O sentido?

De ida.

O antidoto?

Batida.

Ritmo de chegada e partida constante,

Ensina a não prender quem aprender

e partir.

os instantes repartir,

a Vida é a partir daqui.

sempre agora, sem demora.

o destino da estrada é o caminhar,

conforme aguas passam entre nós reforçam os laços.

missão eu mesmo faço

na cadencia do meu passo,

na sequencia do compasso da canção.

vou além da intuição.

Atenção:

A vida em códigos...

Sinais.

Trabalho índigo:

Polir Cristais.

E aos nossos ancestrais, o dever de honrar a trama

de quem foi buscar o Ouro em meio a lama

e hoje clama pra sermos livres.

A liberdade é a estrada, afinal,

A gente a vive ao caminhar,

Não existe um final.

Quando chega

Recomeça.

Quebra- Cabeça de infinitas peças...

E por mais que peças alegrias,

Lágrimas também fazem fluir o Rio da Vida.

Do Amor não se duvida.

Por isso, mesmo chorando

Sorria.

SINOPSIS:

Uma travessia tempestuosa leva ao encontro de uma força feminina escondida na natureza.

FICHA TÉCNICA:

Luiza Lian lança o álbum-visual Oyá Tempo

Luiza Lian

A cantora e compositora Luiza Lian lança pelo selo RISCO, o álbum visual Oyá Tempo. O trabalho contempla além das composições inéditas, um filme média metragem e um site. As faixas ecoam como trilha sonora do filme e a obra se completa com a experiência visual de navegar pelo site.

Produzido por Charles Tixier (Charlie e os Marretas/Holger), o álbum foi concebido a partir de duas vertentes: as composições/cânticos umbandísticos da cantora e sua incursão pelo mundo do “spoken word”. Envolto de uma atmosfera eletrônica, Oyá Tempo busca atualizar a ponte tradição/contemporaneidade. Sampleia e distorce músicas tradicionais, estabelece um trip-hop em diálogo direto com a música brasileira, mescla espiritualidade e vida em um funk desconstruído e aprofunda o encontro sonoro entre metrópole e raíz.

O filme, rodado em uma cidade litorânea, retrata numa atmosfera sombria o encontro e a relação de um jovem casal, representados pela cantora de Nina Oliveira e o rapper Diggão (Rodrigo S.). Dirigido por Camila Maluhy e Octávio Tavares, é o trabalho de estréia da produtora independente Diaba.

O site, concebido pelo artista visual Dedos (Rafael Trabasso), cria uma nova experiência estética para a escuta do álbum. Ao navegar pelo site, o ouvinte tem uma nova narrativa visual, um novo caminho para a apreciação da obra.

Oyá Tempo é a representação da encruzilhada das cidades, o cruzamento de nossas múltiplas ancestralidades com os ventos globais que caracterizam esta época. Por meio deste experimento audiovisual, a artista anuncia um novo movimento, um mergulho intimista, no qual se revela sua verdadeira identidade.

 

Luiza Lian Luiza Lian Luiza Lian Luiza Lian
Lui Lian - Oyá Tempo

FICHA TÉCNICA

  • Direção Artística : Luiza Lian
  • Produção Musical: Charles Tixier
  • Mixagem e Masterização: Gui Jesus Toledo
  • Produção Executiva: João Bagdadi
  • Site: Rafael Trabasso (dedos)
  • Finalização site: Vitor Calejuri
  • Filme: Camila Maluhy e Octávio Tavares (Filmes da Diaba)
  • Identidade Visual: Maria Cau Levy (Goma Oficina)
  • Assistente identidade visual: Christian Salmeron
  • Fotos de divulgação: Filmes da Diaba e Bruno Moya
  • Figurino: Gabi Cherubini
  • Maquiagem: Leon Gurfein
  • Performance: Luiza Lian, Bianca Turner e Sonia Costa
  • Participações: Moita Carvalho (vocais em "É Nela Que se Mora?") / Gabriel Milliet (sax baritono em "Pó de Ouro")
  • Composição: Luiza Lian exceto - "É Nela Que se Mora?" (Luiza Lian e Moita Carvalho) - "Manada" (Gê Marques)
  • Selo: RISCO

PARCEIROS

Contato para Show

João Bagdadi

Imprensa

Francine Ramos

(11) 98839.9735

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